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Resultado da enquete sobre a regulamentação da profissões de TI.

Publicado em 27/07/2011 em Publicações,SUPORTE - A Série

Vida de Suporte

Demorou mas taí o resultado da enquete. A quantidade de votos me surpreendeu e foi muito legal ver os debates nos comentários do post e da própria enquete:

A grande maioria é a Favor da regulamentação. Mas é importante salientar que muitos pontos levantados pelo pessoal que é contra são extremamente relevantes e devem ser analisados com atenção.

Há mais de 30 anos tramitam no Congresso Nacional, diversos projetos visando à regulamentação das profissões de TI, mas apesar do grande volume de projetos, não existe ainda um consenso, muitos são contras e muitos outros são a favor.

O site Vida de Suporte fez a seguinte enquete: Você é a favor da regulamentação das profissões de TI? E mais de 80% dos votos mostram que as pessoas são favoráveis a regulamentação da profissão.

Vejamos alguns pontos que devem ser debatidos:

A SBC (Sociedade Brasileira de Computação) posiciona-se CONTRA o estabelecimento de uma reserva de mercado de trabalho, geralmente instituída pela criação de um conselho de profissão em moldes tradicionais (como CRM, CRC, CREA), pois pode levar a uma indevida valorização da posse de um diploma em detrimento da posse do conhecimento, pois muitos dos profissionais de TI não têm curso superior na área (análise de sistemas, ciência da computação, processamento de dados ou engenharia de software) e com isso não teriam méritos para estar na função. Clique aqui para continuar lendo…

O texto acima é de autoria do parceiro Leandro do Mundo Conectado.

Outros textos interessantes sobre o assunto podem ser vistos Aqui, Aqui, Aqui e Aqui.

21 Comentários

Renato Gomes disse:

fiquei uns dias sem entrar aqui no site e não pude votar, que trágico! =/

@topic
belo texto

Profissional de TI disse:

Pois é… pelo visto a maioria do pessoal ainda não entendeu o que uma regulamentação nos moldes tradicionais significaria. Esse tipo de controle pode parecer positivo, mas basta analisarmos com mais cuidado e veremos que não é a resposta para nossos problemas. É claro que o mercado de TI não é perfeito e muitas vezes acontecem injustiças que nos fazem crer que a regulamentação ajudaria, mas se for pra regulamentar, temos que fazer diferente de outras profissões. Vocês realmente querem ser controlados e sustentar um bando de gente que fica só no sindicato abocanhando dinheiro dos trabalhadores? Pensem bem!

Tiago disse:

Prova de que a maioria dos ‘profisionais’ de TI não são muito diferentes dos ‘usuários’ e ‘clientes’

nunes disse:

A SBC é contra devido se criar o conselho eles perderao socios ,pq os profissionais filiados a eles ,vao migrar pro conselho.

Ana Luíza disse:

Boa Tarde pessoal,

Andei lendo aqui e achei ser valido comentar, realmente é complicado ficar pagando um órgão que nem sempre ajuda, no entanto isso pode ser moldado*, o complicado é ficar sem nenhuma regulamentação e estudar, pois você fica la se mantendo estudando, lendo, gastando dinheiro e ai vem um guri de qualquer lugar e oferece os “mesmos” e serviços que você a um custo ridículo sem ter o conhecimento necessário de qualidade e segurança que você “tonto” fez o favor de estudar;
Precisamos sim de uma regulamentação um pouco diferente da proposta existente que contém muitas falhas, caso contrário não será valerá a pena estudar.

Rodolpho disse:

Para mim, é só mais uma forma de nos surrupiar. Fica aqui 3 perguntas que para mim as respostas são negativas:

1) O que de fato nos trará de benefício?
2) Realmente excluirá o mal profissional do mercado?
3) Os salários serão realmente valorizados?

Meu maior exemplo é a OAB. Cansamos de ver advogados irem contra o código de ética estabelecido pela Ordem e continuarem tranquilamente efetivados no quadro social. É claro, menos um advogado, menos uma contribuição…

Lucas Gois disse:

Isso pra mim soa mais como uma desculpa pra criar mais um monte de sindicatos que não vão servir pra nada, a não ser cobrar da gente.

Acho que a nossa profissão é diferente das outras. Não necessariamente precisamos ter uma faculdade para provar que sabemos fazer, podemos muito bem aprender sozinhos e nos aperfeiçoarmos. Eu programo em PHP a 6 anos, só fui ter PHP na faculdade agora, durante dois semestres. Não sou formado também, mas minha empresa confia em mim, agora só pq não sou formado eu não poderia estar trabalhando então, oferencendo meus serviços.

Se o cliente aceita que um “guri” faça o sistema da empresa dele por R$ 200,00 é porque ele não se preocupa nada com o sistema, e com um cliente desses não tem o que fazer, não vai ser uma regulamentação que vai fazer ele mudar, até prefiro que um “guri” pegue um cliente assim, eu prefiro me concentrar nos clientes que entendem porque eu não cobro o mesmo que o guri e que valorizam o meu trabalho.

Erick disse:

Tô no botão Depende, mas inclinado pra ser contra. Ninguém que é a favor ainda me convenceu do contrário! Acho que uma regulamentação não vai ajudar em nada.

Junior disse:

acredito que um cara que estudou 4,5 anos numa universidade federal tem que ser diferenciado de um cara que leu um livrou ou aprendeu sql na internet

Profissional de TI disse:

Ninguem sem estudar faz o trabalho que eu posso fazer, portanto, não tem como uma empresa contratar alguém sem experiência e/ou conhecimento para fazer o meu trabalho. O mercado nesse sentido se regula sozinho. O fato de alguem ter faculdade e/ou registro em qualquer orgão tipo CREA e afins, nao torna esse profissional apto para exercer qualquer funcao em TI.

O mercado tem espaço pra td dia de profissional, bons e ruins. Se queremos boas vagas, temos que nos qualificar para nos enquadrarmos nelas e não esperar que alguém faça isso por nós. Ninguem faz caridade, esses orgaos, associações, sindicatos nada mais sao que quadrilhas!

Denilson disse:

Ter uma formação teórica (faculdade ou mesmo curso técnico/tecnólogo) é um diferencial sim.

Porém, NÃO é nenhuma garantia de um bom profissional. Muita gente se forma mas não absorve o conhecimento ensinado na faculdade. Dependendo da pessoa e do conhecimento, eu prefiro trabalhar com alguém que realmente sabe mas não tem diploma, do que com alguém que acha que sabe só porque tem diploma para comprovar.

E, considerando o quão dinâmica é a nossa área, ser auto-didata é essencial (durante a faculdade e fora dela). Mas ser auto-didata não emite diploma.

O mais importante é valorizar o conhecimento, o quanto a pessoa sabe e o quanto consegue fazer. O diploma não é garantia disso. É um grande erro escolher o profissional baseando-se (apenas) nos seus títulos, certificados e diplomas.

Usuário disse:

Acho que o pessoal não entende que a regulamentação é essencial para que alguns direitos trabalhistas sejam assegurados a esses profissionais. Quanto a sindicatos que usurpam o dinheiro da classe e se isentam de discutir melhorias para esta, eles sempre existirão, em qualquer profissão, a não ser que seja integrada de pessoas menos preocupadas com politicagem e tals.

Rogério disse:

Simples:

Tem gente que acredita em Curandeiros,
Tem gente que acredita em Médicos.

EU, ACREDITO nos Médicos. E você?

Bruno Mattos disse:

Aqui no CRA-BA, pelo menos a profissão de Análise de Sistemas à nivel tecnológico, é registrado a profissão.

Analista de TI disse:

Quem está dizendo ai que não é a favor não está vendo o todo.

Vocês realmente acham que se a regulamentação entrar em vigor quem não tem diploma não tem vez?
quando algo assim entra em vigor tambem é dado um prazo para o profissional se adaptar. noramlmente de 5 a 10 anos. tempo mais que o suficiente para se fazer o curso necessário. e as vezes as pessoas com mais tempo de trabalho nem precisam do diploma em si para ficar no cargo.

atente tambem que diferentes cargos exigem diferentes formações.

para um assistente de suporte não é necessário ter o superior. mas seria bom um curso tecnico ou tecnologo ao menos.

profissionais ruins sempre vão existir. independente de curso superior ou não. isso é um fato. mas a regulamentação vai diminuir a possibilidade de uma empresa pegar um desse.

O Conselho que seria criado provavelmente iria definir um teto e um piso para a cada profissão na area. alem de dar mais respaldo para a profissão.

o fato é que um curso superior pode não te dar a base tecnica perfeita para exercer a profissão. mas ela com certeza te dá mais base ADMINISTRATIVA e ÉTICA do que o chamado “Prodígio”.

eu pessoalmente não contratária uma pessoa sem um curso superior para ocupar um cargo de chefia. afinal, que garantia eu tenho de que essa pessoa sabe mesmo administrar o setor, e que ela ao invés disso só tem conhecimento tecnico, o que poderia acabar com a minha empresa.

se você procurar empregos em empresas grandes verá que quase 100% delas exige um curso superior.

o Emprego em que estou atualmente eu estava pau-a-pau com outro cara. porem, ele não tinha curso superior. e eu tinha completo e já tinha começado a minha pós-graduação. isso foi um diferencial ENORME para a empresa. que viu em mim os mesmos conhecimentos tecnicos que o outro cara. porem eu tenho menos chances de fazer algo errado administrativamente que o cara que não teve base ética e administrativa.

Vladimir Alves disse:

Primeiro, como em toda profissão tem bons e maus profissionais, um diploma não determina isto, mais começa a nivelar em camadas, ex.: na parte elétrica temos engenheiros, técnicos, e eletricistas, cada um no seu nível e cobrado de acordo com ele, o mesmo ocorre na área civil, engenheiros, técnicos e demais(pedreiros e outros) do mesmo modo cobrado de acordo com a função, com isto podemos também na área de informatica criar os níveis e ser cobrado de acordo com este, é o mais justo e quando alguém que não enquadra no nível tem desempenho superior pode acontecer como em qualquer outra área ser remunerado com um diferencial. Porque um dia seremos comparados como usuários ou uma profissão que qualquer um pode fazer basta ter um pouco de conhecimento mesmo sem capacidade, e minha conclusão é temos de ter níveis para termos valor necessário.

Rodolpho disse:

Para mim, a visão que “regulamentar a profissão de TI será um grande benefício aos profissionais”, é veemente TEÓRICO.

Não concordo com essa TEORIA pois todas em todas as minhas conclusões uso a RAZÃO para justificá-las.

Deixo aqui apenas um exemplo que “conselho” quer apenas a arrecadação do profissional: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/05/medicos-em-greve-na-bahia-mantem-paralisacao-considerada-ilegal.html

Josivan disse:

Esse foi o único assunto interessante na cadeira de Legislação para Informática no curso superior de tecnologia em redes de computadores do IFPB. Ainda tem muitos pontos a serem discutidos… muita água ainda vai passar embaixo dessa ponte…

Rômulo Passos disse:

Óbvio que a SBC é contra. Ela é a única entidade que representa a classe, quer crescer e quer manter o foco e a hegemonia. Quanto mais livre for o acesso à profissão (independente de qualificação ou não), maior o número de associados.

Além disso, a turma da diretoria é feita de velhos legados engenheiros, físicos e técnicos e bacharéis de outras denominações.

Também vai de encontro aos empresários, que querem mais é que os profissionais se matem; quanto maior a oferta (qualificados ou não), menores os salários a serem pagos (e maiores seus lucros). A equação é trivial.

Criar uma regulamentação implicaria perda de associados, perda de hegemonia e exclusão das engenharias e de outras especialidades no ramo da TI. O que, tecnicamente, seria ÓTIMO. Mas não politicamente para a SBC, nem para os “grandes pensadores” que estão por trás dos argumentos, que na verdade são os velhos engenheiros, físicos e matemáticos que vieram de uma época em que a TI simplesmente não existia como ciência formal.

Hoje já existe a especialidade, hoje a profissão já está claramente definida, porém é tudo informal. Falta apenas documentar, formalmente, como está definida a profissão, e quem terá acesso exclusivo a ela (obviamente, somente aqueles com formação exclusiva nas áreas de TI).

Acontece que isso vai de encontro aos interesses escusos dessa parcela que hoje controla política e economicamente a TI.

Márcio disse:

Antes eu era apoiador da bandeira pela regulamentação, mas foi só minha esposa se filiar ao Conselho de Administração para perceber que só ganhamos uma taxa a mais para pagar por ano. Se ela deixar de pagar, o conselho vem até ela e a multa por exercício ilegal da profissão (ela leciona!), no entanto, um colega formado em Ciência da Computação ensina matérias de administração em uma faculdade pública e o conselho nem sabe que ele existe! Claro que citei este exemplo apenas para ilustrar, mas não vejo mais com bons olhos a regulamentação da área nos moldes tradicionais.

Renato disse:

Alguém de vocês deixaria ser operado por um médico sem diploma? Ou contrataria alguém para administrar a sua empresa sem ao menos ter uma formação? A regulamentação protege o profissional nos seus devidos direitos. A regulamentação poderia se estabelecer na forma como aconteceu com o profissional contábil, os que atuavam sem um diploma, continuaram a atuar normalmente, tendo um período para se adequar a norma e os que viriam após isso, teriam de ser devidamente formados. Sem contar que teríamos um piso salarial estabelecido, pois tem e também as funções esclarecidas, pois tem empresa que acha que o “cara da TI” tem que fazer tudo: trocar lampada, consertar portas, tomadas etc…

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